na onda do teu olhar, velejamos longe, meu amor
em barcos feitos do mais leve lume
enquanto as nossas mãos livres se unem
deita o teu rosto no meu colo, sob as laranjeiras
como Pedro com Inês à soalheira
ou sob as tílias, se preferes o zumbido das abelhas
bebe o odor, ouve o silêncio, aspira a hortênsia
que a terra te envia, mensageira de uma nova paz
cuja raiz é branca e intensa
abarca com o teu olhar o meu
na paisagem distante dos novos dias
permanece-me perto, onde a o gaio e a cotovia
emitem seus avisos matinais
virão ainda mais primaveras e secretas maresias
e nós estaremos juntos de mãos dadas como ramos
a eternidade presente nos sorrisos que nos damos
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Recentemente...
Ponto celeste
Eu sei que permaneces em lugares onde o hemisfério oposto expõe a sua belíssima flora constelar Nunca vi os céus desse hemisfério, onde tu v...
Mensagens populares neste blogue
-
Ele costuma escrever-lhe cartas riscadas como vinil, cartas sem nome, curtas e voláteis, mas ela lia claramente o som da voz, a saudade da...
-
Entre montanhas planeio voos e plano sobretudo o lugar da ilha A vida existe mesmo que a não queira. Mesmo que a chame e a submeta aos pés d...
-
Quando meto a marcha à ré, nunca sei se devo olhar para trás se para a frente. A medição das distâncias, muitas vezes, não depende dos olhos...
Sem comentários:
Enviar um comentário
Deixa aqui um lírio