e de repente o sol veio desmaiar nos corpos, avivar as cores do dia e trazer aquela brisa mágica que despe as mulheres e lhes ondeia o andar como se..., como se a liberdade acedesse ao sangue. na bomba de gasolina não havia clientes, só eu a lavar o carro e a sentir o vento nos cabelos, a água em meu redor, o sol a beijar, ao de leve a pele como se estivesse dentro de um arco-íris. depois fui ver casas, parando para as olhar de fora. são tantas as moradias em venda. tanto sonho que as habita. devem estar repletas, estando vazias. sonhei com o sol e as flores que haviam de nascer. depois vi-me com um livro, de pés ao sol. voltei para casa depois de ir ver livros, que acabei por não comprar. agora, depois de um banho demorado fiquei com a sensação de ter tangido a crista do céu, as águas marinhas do infinito. e é bom voltar ao quarto e renovar-me, em ti, onde habito.
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