escrevi todos os meus contos de vida de uma penada, alma penada que me tomou a mão e narrou. por mim. escrevi-os sem saber que obedecia a um plano em que repetia o não vivido, como se o tivesse sido ou em vias de ser. vivido. as narrativas eram curtas e fantásticas. sabia que as irias ler e dissecar. e depois ofereci-tas. se as tens és tu e só tu as podes ter. todas. talvez na tua cabeça, talvez em resmas de papel já desmaiado. o selo que te autentica. o papel que é ficção e me diz, em tudo que tinha para dizer. e já disse. fala-me de tudo e eu dar-te-ei o sinal. de cruz. assinado. eu primeiro. gostava de voltar a escrever pela mesma mão. ou outra. para ti.
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