18.5.11

tenho saudades de amarar numa falésia
e ficar a amar o mar
como se viesse do fundo da terra
e descobrisse em tanto azul

o fundo invertido do céu

tenho sede do mar
e de te amar, não em palavras deixadas para mais tarde
mas em emoções que fossem ondas e nos viessem rasar


agora, neste momento é que era o mar

e depois seria agora a voz e o murmúrio
de mais amar

tenho saudades do tempo comum
escrito nas escrituras e parábolas

o tempo de ouvir a palavra proferida
e o sal que se produz no olhar
à beira de uma despedida

sulcos fundos na areia e sensações estremecidas

queria agora ouvir o mar
o teu murmúrio feito voz, tu barco

e veleiro preso às viagens
por cordas e nós de marear


sempre tão náufragos,
sempre tão... sós em fugas
de ficar

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