24.6.11

à espera do sol

o mistério da manhã começa com um leve som do vento
várias aves vagueiam estremecidas sabendo ter chegado a hora
pois começa a grande claridade que liberta da noite os homens e os bichos

a alba pura recorta o perfil dos prédios e os prados além,
estranhos na cidade, ondeiam seus cabelos na saída do vento

o sol trará um momento sem idade, sem sons, sem angústias
uma forte presença da luz ainda esparsa
e enfim o manto quente e doce envolve carinhosamente os corpos

deixo-me aquecer pelos raios distantes, um fogo diáfano
em que me envolvo e te envolvo, com a certeza de que teremos
um dia feliz, sob os desígnios da ternura e do amor
tão puros como os do sol que acaba de me extravasar a janela
para me libertar

e a noite que já passou, deixa-me ao de leve já sem sombras
para me dar

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