há mais de uma vida nas veias que nos percorrem. depois de todas as que vivi, vejo só uma no horizonte. ao longe, eu vivo num mundo onde já nada me alcança. tenho saudades do que não fomos.
e nem sequer sei se ainda há alguma forma de saber se somos e como tudo foi.
continuo mergulhada no equívoco. vivo uma existência que é a de outros. vejo-me através deles no papel de protagonista. mas o palco não tem sequer cenário, nem público. sou apenas eu e algo muito doce que por vezes toca a minha realidade com dedos leves de apaziguamento. mas não há forma de saber como tudo foi. ou se é.
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