10.7.11


enquanto te espero encanto-me na noite trepadeira até à Lua laranja e lume. enquanto te espero bebo o fresco polido desta noite a prumo até ao cume da insónia e tudo tão areado que nem sei onde me moram a musa e a música que me movem. o sangue líquido, aguado. o martini branco ao pôr do sol. a irrelevância de tudo, para além do espectáculo do sol a morrer preso à planície. e eu a morrer de pé presa a tudo que me acorrenta. derramo a generosidade em terra seca. metaforizo tudo que te digo, na esperança de que entendas o perfil exacto do meu rosto. morro à míngua de apaziguamento. de suavidade. de carinho verdadeiro. tu. 

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