3.7.11


mais um dia de vendaval. o vento convida a ficar ao abrigo dos vidros, com a luz a incidir, a espaços, na superfície das coisas. nuvens pesadas de aspecto soturno. revejo-me na Natureza.  hoje está um dia feliz, porque apela ao recolhimento. e isso é tudo que a vida me reserva. a paz interior. escuto as vozes que o vento costuma trazer. atento em tudo que me traz outra forma de apaziguamento: o teu olhar sobre a vida e sobre as coisas que vives no teu lado da existência. aqui o trabalho faz-me passar mais depressa o tempo. quando voltares, conta-me o que viste nas nuvens ou nas marés, ou no olhar dos pássaros onde estiveres. eu (a)guardo-te no peito onde produzes o calor que me anima. próximo da paixão, mas separado pela falta da fala, perdida sabe-se lá onde a sua condição de existência e de lugar. somos sempre os mesmos e voltamos sempre à mesma contradição. nós próprios e a nossa própria própria forma de contrapor, ou de sacrificar a rotina face à eternidade. 


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