hoje a manhã é de borboletas. estive ao sol a receber o afago do vento leve e luminoso que vem das dunas e elas vieram, ora uma, ora outra, álacres como eu. as borboletas são sinais de ti, como já o eram nas longas manhãs dos verões inteiros em que a separação era um buraco sem luz. hoje o dia está suave e a brisa é uma carícia tão breve que se confunde com a tua mão. tenho de trabalhar, hoje. o lazer chama por mim, chama por ti, chama pela liberdade. dormi de uma noite só, sem sonhos, nem pesadelos, tal o silêncio e a calmaria em que me pus. gostava de correr atrás das borboletas e descobrir porque se mostram tão alegres, se têm tão curta a existência. mando-te por e-mail um saco delas, de todas as cores e espécies, carregadinhas do pólen deste jardim. e deixo toda a suavidade do mundo para ti. eu cumpro-me onde tem de ser, porque sim.
10.7.11
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