24.7.18

Fuga

Talvez agora mesmo o mundo
os seres astrais como as poeiras
e algumas marés
se detenham no ar

Talvez isso e nada seja sentido no universo
Apenas porque há um sopro de borboleta
Ou uma brisa com vagar

Algo como a busca, o encontro, a emoção
Um momento em que tudo pareceu perto
E possível de existir no fundo do olhar

Um sopro azul na luz da pele
Eis o íntimo das coisas
Que depois partem na memória
Algumas vezes

O mundo abranda
E o infinito é fuga




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