10.4.19

esconjuro


soe a badalada do tempo,
a desoras na montanha
e ecoem no vale os vendavais
se não se arrancar (flor e raiz,
pelo seu caule)
a dor do teu corpo,
Mulher

que do teu mal se expurgue a causa
como verme adentrado na alma
Tu, Mulher, que és a causa
da serpente ser fatal

cesse de ti esse anátema -
bruxa - em sangue e em matéria,
ser amigável da floresta e do tear
mítica em tudo o que não és.

que tu, Mulher, te ergas muito além
e possas, dentro de ti, expulsar
o mal que (má) te fez

e que, assim, a delicada flora do teu corpo
se faça força e tributo
a quem com fraqueza foi (só) fruto
que gera fruto

Eva que foste, Mulher serás.
Assim te encomendo, preze a Deus,
ou a Satanás

Sem comentários:

Enviar um comentário

Deixa aqui um lírio

Recentemente...

Assersões

Uma onda é a resposta a outra, como um eco é a resposta a outro A atração, dois ecos que se encontram e se unem no mesmo som E o amor? Ah, o...

Mensagens populares neste blogue