Relatório número seiscentos e tal emitido pela unidade de prevenção do medo, ditado aos não sei quantos dias deste tempo moderno do ano sem graça de dois mil lo e quase vinte anos.
Os cartéis da droga dominam a vida económica e social dos países da América Latina; os políticos protegem a economia dos países. Não há emprego fora deste enquadramento económico. O Estado.é cúmplice. Migrações em massa.
Países de África, colónias sem fronteiras dos países europeus. A África sustenta a indústria da Europa. Minérios, minérios, o coltan e as guerras de controle das explorações. Políticos patrocinados pela Europa. O Banco de África, a liberdade de África para provir à sua própria gente. De quem depende este poder? Europa. E esta não consente. Migrações em massa.
O Médio Oriente. O petróleo, os interesses dos Estados Unidos, a guerra que mata,
fere, desaloja, deserta e expulsa os povos e o terrorismo ajuda. As potências lutam pelo controle. A Rússia. Os emiratos árabes. As potências que querem democratizar os países do Médio Oriente acabam por colonizá-los.
A Índia e o Paquistão. A China. O Banglodesh. A população fabril da moda europeia.
A Ásia sangra, a população move-se.
As pessoas fogem para a Europa e para os EUA e buscam o quê? Aquilo
que lhes é devido. Pão, casa, família, trabalho sem a miséria extrema em que vivem.
Os recursos naturais não chegam para todos? Chegam. Acabe o medo e abra-se a visão dos países ricos. Somos todos seres humanos, mas não parece. Não há gettos no século XXI, não há fome no século XXI, não há medo no século XXI se acabar de vez o capitalismo e a ganância.
Recomenda-se o fim das armas.
Recomenda-se a paz e o fim de todas as fronteiras. Recomenda-se o Homem aos outros homens.
Recomenda-se que o género humano volte ao estado de Natureza. Que cada um explore a sua terra, semeie e colha. Mas quem tiver terras melhores que não deixe o seu vizinho passar fome. E que os ricos aprendam a partilha. Recomenda-se
o Homem aos outros homens.
E atenção, isto está longe de ser um poema.
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