Com as mãos já teci sonhos
E os sonhos fizeram mantas
E as mantas foram o chão
Onde os corpos se estenderam
Como barcos pelos flancos
As madrugadas perdidas
Na beleza dos teus olhos
Foram abismos e negrumes
Onde me perdi dos sonhos
Para arder em outros lumes
Nunca houve melhor sonho
Que o sonho de te ter tido
Nada se perde por fora
Tendo por dentro o infinito
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