Quando o passado vem à boca,
como soluço involuntário,
não sei onde está a realidade
se nas coisas que vivi
se naquelas que não vivi
O que distingue o real do imaginado
É uma linha de fio de pesca
Com a qual pescamos os instantes
Mas foram verdadeiros?
Não estarei presa numa espécie de caixa emocional
Não estarei presa numa espécie de caixa emocional
que me ilude? Bailarina de corda,
vítima da maníaca ilusão de dançar.
vítima da maníaca ilusão de dançar.
Como o louco que se julga rei,
convictamente preso
no seu mundo de ficção,
Eu posso imaginar apenas
ter imaginado tudo o que imagino
ter vivido
ter imaginado tudo o que imagino
ter vivido
E assim, até o passado é ilusão
E tu não existes, nem deste corda à caixa,
Nem sequer a caixa existe
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