13.7.19

Caixa de Música


Quando o passado vem à boca,
como  soluço involuntário,
não sei onde está a realidade 
se nas coisas que vivi
se naquelas que não vivi

O que distingue o real do imaginado
É uma linha de fio de pesca 
Com a qual pescamos os instantes

Mas foram verdadeiros?
Não estarei presa numa espécie de caixa emocional
que me ilude? Bailarina de corda,
vítima da maníaca ilusão de dançar.

Como o louco que se julga rei,
convictamente preso 
no seu mundo de ficção,

Eu posso imaginar apenas
ter imaginado tudo o que imagino
ter vivido

E assim, até o passado é ilusão
E tu não existes, nem deste corda à caixa,
Nem sequer a caixa existe

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