no fim da tarde. Há nitidez absoluta nas casas e chaminés contra a luz entardecida como se fossem sombras chinesas. A passarada disputa o seu lugar no arvoredo. Até se calarem, o empadão não avança e o meu olhar não deixa de beber tanta beleza na minha aldeia, no canto da minha casa, no vazio do meu coração. Penso em como te transmitir tudo o que alcanço. O relógio bate a meia hora. É tempo de voltar ao empadão, com a mesma arte dos pássaros na organização do seu mundo. Sou feliz assim e é tudo.
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