Não sei se escrevo só ou se só escrevo (para os ouvidos do vento). Abrem-se alas que percorro entre dois mundos. É preciso rasgar fronteiras e chegar primeiro. Mas nunca chego.
Há emoção bastante no meu esboço de ti.
Cultivo-te em cada sílaba e rimo amor com flor e esperança com lembrança. Mas nunca chega.
As minhas palavras são grãos de areia do fundo deserto que passou.
E não chegam para deter o vento. Mas para mim são uma passagem para o céu.
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