3.8.19

Fora de mão


Busco o epicentro do amor no coração mas  a ciência exata diz-me que é nos seus corpos celestes que os planetas se atraem, a ponto de gerarem forças
contrárias. Atração e retração.

O seu epicentro é claramente o corpo. Mas nunca se encontram, nem explodem. Na ordem do universo não há colisão possível.

Eu sou o planeta exógeno que
te órbita de olhos fechados
sem jamais te cobrir de escuridão.

Dorme, meu amor, no embalo deste infinito movimento de translação que equilibra o mundo - eu e tu tão fora de mão.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Deixa aqui um lírio

Recentemente...

Quase a chegar

Estavas quase a chegar, meu amor, estiveste sempre a vir, vinhas logo, virias certamente muito prestes, mas não vieste Sempre fui eu a ir, a...

Mensagens populares neste blogue