Tudo o que quero escrever com displicência, sai-me às vezes na ponta de uma faca,
porque não corto a forma das coisas, mesmo quando o todo assume um valor modal desajustado.
Dizer o amor em poesia é tornar a realidade distante. Ou falas ou te escondes na abstração.
Na verdade, todos os versos que faço florir vêm adubados de desconcerto e são formas de me inscrever no dia à porta do teu coração.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Recentemente...
Insónia de Amar
Esta noite há luar. Visitou-me o tempo ido numa Lua insónia de amar. Desbaratei o nome, cortei amarras, ligas e ligações, sonhos desenhos e ...
Mensagens populares neste blogue
-
Ele costuma escrever-lhe cartas riscadas como vinil, cartas sem nome, curtas e voláteis, mas ela lia claramente o som da voz, a saudade da...
-
Quando meto a marcha à ré, nunca sei se devo olhar para trás se para a frente. A medição das distâncias, muitas vezes, não depende dos olhos...
-
Entre montanhas planeio voos e plano sobretudo o lugar da ilha A vida existe mesmo que a não queira. Mesmo que a chame e a submeta aos pés d...
Sem comentários:
Enviar um comentário
Deixa aqui um lírio