A noite está macia e fresca, com aquelas brisas mornas dos trópicos onde nunca fui.
Podia começar assim a minha história. Mas não posso ser de onde nunca fui.
Conheço muitas lugares onde nunca estive com brisa do mar ou da montanha. São sítios em papel, decalcadas da memória de alguém.
Só posso ser de onde já fui. Por exemplo,
ainda não encontrei melhor lugar desconhecido do que a casa, aquela que foi caiada como um túmulo para nos prendermos nela.
Esse lugar existe. Estou lá agora. Estou lá sempre. Mas nunca o vi.
30.8.19
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Recentemente...
Sem nome
Escrevo sem nome o nome que no peito escrito tinha Aos montes ensinando e às ervinhas que o melhor que guardo de ti era o momento em que vin...
Mensagens populares neste blogue
-
Ele costuma escrever-lhe cartas riscadas como vinil, cartas sem nome, curtas e voláteis, mas ela lia claramente o som da voz, a saudade da...
-
Entre montanhas planeio voos e plano sobretudo o lugar da ilha A vida existe mesmo que a não queira. Mesmo que a chame e a submeta aos pés d...
-
Quando meto a marcha à ré, nunca sei se devo olhar para trás se para a frente. A medição das distâncias, muitas vezes, não depende dos olhos...
Sem comentários:
Enviar um comentário
Deixa aqui um lírio