20.9.19

A pedra movida


Trago tempo que ainda me pesa.
A errância entre outros caminhos onde não eras. Nunca eras. Parecias ser, quase eras, mas nunca foste a tempo de puderes ser.

Passei tanta vida a querer-te que não sei parar noutros lugares. Agora só o teu lugar é o teu. Porque és tu o desejado, o mistério, o lugar revelado.

Quando tropeças numa pedra, moves a pedra. Alteraste o seu destino. Mas não és responsável pela pedra. Não tentes voltar a anichá-la seja onde for.

O solo moveu-se, o barro endureceu. A pedra já não cabe lá.



Sem comentários:

Enviar um comentário

Deixa aqui um lírio

Recentemente...

Novas venham

Novas venham virar os ventos, com envergadura e verve, com suavidade ou febre, que venham Bóreas e seus irmãos, Zéfiro e Noto, Suão ou Este,...

Mensagens populares neste blogue