21.9.19
Canção da chuva
Com a chuva amoleço no linho, no teu ombro, em desalinho.
Põe o teu coração no gira-discos e risca-me a pele, reduz-me ao estado de gata enquanto contamos a chuva, gota a gota.
Se o disco parar deixa que a chuva entre no poema de sermos nós.
Entramos nela, nessa profunda melancolia que é a vida a crescer alegre numa janela sombria.
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