A visão de um delito não é única. Eu vejo o que vivi. O que me roubei. A teimosia, a teia, o teu rosto, o rasto da tua fuga teci tudo com uma só mão, para não ter as duas numa realidade sem encanto.
Tu vês o que vês de cada vez que vês a outra berma da estrada sinuosa da minha história de amor. Mas fui eu quem fez a estrada.
O delito é meu. Tu és o lugar passivo que elegi. Mas não foste nunca desencanto, porque rasgaste aquela cascata luminosa onde me banhava nas noites de luar só para ti. Selo num beijo o diálogo mais belo da prevaricação do amor.
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