Sirvo-te à temperatura ambiente deste outono (que nos morre nas veias
com a mesma calidez do tempo morno
que já fomos). Depois, verto-me inteira neste copo até doer. Syrah, o vinho do deserto que já percorri.
No entanto, ainda não cheguei. A minha verdade vem no que és, simplesmente,
o vinho de viver, com uma graduação excessiva que me retorna à dor anónima
do abstémio. A dor de te não ter.
No fundo da garrafa a verdade, o polme dos anos, como a hei de saber?
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Recentemente...
Natércia
Se Natércia eu fora e tu poeta que és me desejasses, virias com olhos febris, espada e a pena aparelhadas, para me abrires caminhos, onde p...
Mensagens populares neste blogue
-
Ele costuma escrever-lhe cartas riscadas como vinil, cartas sem nome, curtas e voláteis, mas ela lia claramente o som da voz, a saudade da...
-
Entre montanhas planeio voos e plano sobretudo o lugar da ilha A vida existe mesmo que a não queira. Mesmo que a chame e a submeta aos pés d...
-
Comecei a desaparecer suavemente, com a mesma anónima entrada que fiz no mundo Vi com estes olhos a ruína do mundo, o mover de lodos e areia...
Sem comentários:
Enviar um comentário
Deixa aqui um lírio