Sonho com o amor, abraçada a uma almofada anti-ácaros para não ter maus encontros. Toda a gente quer saber se sonhamos a preto e branco ou a cores. Mas eu, que sonho com o amor para ele não me explodir dentro do coração, extravaso todas as cores que o criador inventou.
Só podia ser a cores, se me mergulha nas aventuras insólitas de ser amada.
Não é de sexo que se trata. Só o bem-estar de uma presença. Nunca a recordo, mas de manhã sei que esteve lá.
De inverno, tudo podia ser obra do cobertor elétrico, mas de verão não há nenhum indutor externo desse bem-estar.
Se me perguntam como faço, digo que não faço. Apenas sinto. Sentir é uma forma alternativa de viver. A minha pátria é essa casa coberta de luz onde todas as cores se juntam para me suavizar a noite.
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