23.10.19
A inutilidade disto tudo
Para fugir à inutilidade disto tudo não bastam os versos. Levanto-me e o que escrevi de noite apresenta uma terrível nudez. No entanto, é essa autenticidade que me leva a escrever-me. Já não a paixão, mas a insistência peculiar de me assinalar como ainda não morta. Ainda não desistente. Para fugir a isto tudo é preciso o verso, o leitor e o confidente.
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