Desprender as silvas não é tarefa de um poeta. O que escreve é da mesma natureza intrincada desse emaranhado de picos, entre amoras e outras bagas, talvez vermelhas.
O poeta prende-se nas silvas, arranha a pele até sangrar. Torna-se raiz que desce à água.
Por isso, quem entra no poema para lhe colher o fruto, picar-se-á primeiro no assombro e algumas vezes no entendimento. Mas dificilmente desprenderá o que a palavra prendeu.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Recentemente...
Dia dos (Des)namorados
Não sei que diga nestes dias especiais. Não há dias felizes com marcação prévia como no cabeleireiro. Que sejam felizes os apaixonados. Os q...
Mensagens populares neste blogue
-
Ele costuma escrever-lhe cartas riscadas como vinil, cartas sem nome, curtas e voláteis, mas ela lia claramente o som da voz, a saudade da...
-
Entre montanhas planeio voos e plano sobretudo o lugar da ilha A vida existe mesmo que a não queira. Mesmo que a chame e a submeta aos pés d...
-
Comecei a desaparecer suavemente, com a mesma anónima entrada que fiz no mundo Vi com estes olhos a ruína do mundo, o mover de lodos e areia...
Sem comentários:
Enviar um comentário
Deixa aqui um lírio