Se eu te disser que sonhei contigo na noite passada, saberás recompor o que não lembro? Qual de ti era esse que ali estava e como foi que te escapou com uma nova fala e a implosão da palavra ardente e viva?
Como tive minha essa tua alma? Que somos nós aos outros quando nos emprestamos, sem saber, aos seus sentidos, à morte ou ao júbilo, desertos, despidos?
Onde começamos e acabamos assim, vadios na noite dentro do sonho? Eras tu. Cheiravas como o rio de manhã cedo
e a tua boca era hortelã fresca nos meus dedos. Os teus olhos queimaram a noite de desejo. Saberás que adormeceste no meu peito?
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