Pratico uma contagem exata dos dias
Não sei esperar pela espera,
nem espero que me espere
o que deixei de esperar
Associo a minha vida a um carreiro
de ervas e pedras sem piso
e o piso faço-o eu em cada dia
Não sei se me estimam os deuses
se me estima o nada ocasional
chamado acaso. Nem eu me estimo,
pedra que sou e afasto para não me achar
a mim própria no percurso.
Mas ainda gostava que me guardasses
no teu bolso, não fosse a minha sorte tão mesquinha
Pratico uma contagem dos dias até me saciar da vida que não me sacia
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Recentemente...
Intimidade
Quando foi que olhaste a penugem louea que me ornamenta os lábios e me afastaste o cabelo dos olhos, para me veres melhor? Seria, talvez, n...
Mensagens populares neste blogue
-
Ele costuma escrever-lhe cartas riscadas como vinil, cartas sem nome, curtas e voláteis, mas ela lia claramente o som da voz, a saudade da...
-
Entre montanhas planeio voos e plano sobretudo o lugar da ilha A vida existe mesmo que a não queira. Mesmo que a chame e a submeta aos pés d...
-
Comecei a desaparecer suavemente, com a mesma anónima entrada que fiz no mundo Vi com estes olhos a ruína do mundo, o mover de lodos e areia...
Sem comentários:
Enviar um comentário
Deixa aqui um lírio