Não ouço o eco desta casa. Mas tem os sons da solidão. É preciso dormir no tapete para os ouvir. Atravesso a sombra como o fantasma que sou. Parece que chegou antes da hora o que tinha de chegar.
Se há muito tempo que ninguém me vê, será que ainda sou? Se há muito tempo que ninguém me ouve, existirei? Há este braseiro, quase um borralho de uma paixão que enviei ao remetente. A resposta nunca veio. Por isso, já vivi o que havia de não viver. Trabalho sem ver o amanhã, nem o agora. E ninguém se dá conta do que é ir ao tapete. Levanto-me muitas vezes como o campeāo no ringue. Mas caio de novo. Preciso de abraçar afetuosamente o tapete. O nunca.
Amanhã extingo-me.
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