Não posso apagar a noite com um sopro
Nem apagar o último sopro que vem de ti
Finjo que não sou eu e não és tu e que
Viver é mais do que isto de estar aqui
Com o rio aos pés e a ponte aos ombros
A sede sempre perto e a distância longe
Gostava de chegar ao cume do céu
E, estrela a estrela, caminhar até ao fim
E que o fim fosse o início e tu e eu
A mesma voz e o mesmo precipício
Sem comentários:
Enviar um comentário
Deixa aqui um lírio