Vem para dentro do meu peito
Que o frio já fumega no outeiro
E o vento da morte já não brada
Porque lhe bradámos primeiro
Vem para o ventre destes versos
Que estas palavras vulneráveis
São as flores adormecidas
Com que às vezes te estremeço
Mas vem preencher este silêncio
Saberás que são raros os encontros
Não é sempre que a noite nos acolhe
No mesmo luar sereno
Amar-te é um labor secreto
Bordado em versos de aranha
Meu amor, hoje levamos juntos
O mesmo sonho para a cama
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