Flores de cerejeira
polinizadas de luz
vida espalhada ao vento
e eu neste ciclo
quem sou?
Em cada manhã obreira
o néctar da urze
a doce figueira
o vento afaga a face
às flores e eu recebo
e renovo inquietas dores
Nas ervas dos montes
sopram madrugadas
desperto mais perto de partir
numa manhã alva
Nem uma asa de libélula
nem uma só fuga de abelha
se perde no ar e eu parto
sem perturbar o curto dia
de uma só ave um só lagarto
porque nada importa à natureza
senão o seu contínuo renovar
não importa quem o faça
homem, flor ou animal
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