Gosto de reencontros quando nos perdemos, sem sabermos.
Porque fogem tanto as sombras do caminho?
Voltar a acender o lume com as pinhas, já gastas de poeira e pó de espera
Abrir o vinho velho já passado e verter de um só trago a madrugada
Não sei porque ruge tanto o vento, nos telhados velhos dos vizinhos
Gosto de sons já conhecidos. Por exemplo, tu e o teu olhar e o teu sorriso.
Ouço a tua voz que vai vindo pela linha obscura da subida.
Não me explicaste ainda porque fogem tanto as sombras no caminho.
9.12.19
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