9.12.19

Sinto-te


Sinto-te autêntico como um pergaminho
Vejo-te (im)perfeito na tua equívoca voz

Serves-me no coração e nos lábios como me serve a pele em que nasci

Cabes no meu corpo quando me tocas com o dedo brando da verdade

E nada me dizes. Mas ouço-te eu a ti.

E brando é o prazer de te envolver assim na voz e no poema, um sopro de amor, um cigarro leve que expele o que os sentidos guardam

Para ti

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