O ferro enferruja. A terra seca.
Porém a pedra não envelhece. Deteriora-se. Os plásticos nunca envelhecem. Permanecem.
Nós não somos tangíveis, como
a pedra ou o plástico,
somos matéria volátil, exposta em vitrines. Sempre eternos, porque o tempo não atinge o intangível.
Ela, rendida, e ele, em curvas em redor de si. Aziluth sem chama, na terra que já teve luz.
As vidas não envelhecem. Ficam, na sua exatidão irrevogável.
Ninguém pode apagar o que já foi. E eu já fui tudo que podia ser, pouco mais que nada, um pouco mais que ninguém.
Assim reza a história que o tempo envelheceu. Havemos de
nunca ser, e de ser sempre um signo amargamente só. Não me vejo à transparência da luz.
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