12.12.19

Tardes estreitas

Meu amor, são demasiado breves as tardes de inverno para o tanto que tricoto para ti. Por este andar o poema não estará cozido a tempo. Tenho olhos de águia que só alcançam as distâncias e as altas planuras.

Consome-me  a dúvida porque os pontos e linhas são laçadas tuas e minhas. Vejo muito mal os desenhos que estão traçadas pelo destino.

Com tardes tão estreitas, o poema nunca estará pronto para te aquecer o ninho.

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