Que o vendaval te seja leve
E a chuva te lave a febre
Essa dor que favorece
O ardor, a prece, a imensa morte
Que te renasce sempre mais longe
Sempre mais forte
Eu fico aqui sempre no leme
Acerto a proa para mais dentro
E abro a porta para mais tarde
Tudo que acontece é circunstancial
E passa. Eu não busco a circunstância, nem o tempo, nem o espaço.
Busco-me dentro de ti. E, por vezes, não me acho.
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