26.1.20

Constantinopla

As muralhas que impomos não são nada
quando a força e a convicção do sentir
nos atraiçoa

As cidades caíram todas sobre nós e ruíram por dentro as tentações

Forjada a sangue a espada da ilusão,
Fomos cavaleiros de grandes extensões

Mas cada pedra arrancada e arremessada cavou fossos entre as almas - capitulámos vezes de mais, como fazem os estrategas cautos e alguns sultões

Mas não houve cidade que caísse aos pés do amor e não ficasse sitiada na sua solidão

Agora com Constantinopla ferida, podemos recolher as pedras e as paixões

O novo império é construído entre talhas e tábuas com novos mandamentos de amor

Lembra todos os dias o que ganha o coração sem as muralhas, os impérios e os impostos das cruzadas que fizemos

Conduz o teu exército para fora, traz para as ameias a firme força do que sentes, porque não há, nunca houve impostos
nem imposições

Sem comentários:

Enviar um comentário

Deixa aqui um lírio

Recentemente...

A emoção

A emoção abriu a porta, entrou e ficou brevemente atenta.  Uma sala sóbria e nela apenas uma cadeira e um homem. Compunham momentos idos num...

Mensagens populares neste blogue