As muralhas que impomos não são nada
quando a força e a convicção do sentir
nos atraiçoa
As cidades caíram todas sobre nós e ruíram por dentro as tentações
Forjada a sangue a espada da ilusão,
Fomos cavaleiros de grandes extensões
Mas cada pedra arrancada e arremessada cavou fossos entre as almas - capitulámos vezes de mais, como fazem os estrategas cautos e alguns sultões
Mas não houve cidade que caísse aos pés do amor e não ficasse sitiada na sua solidão
Agora com Constantinopla ferida, podemos recolher as pedras e as paixões
O novo império é construído entre talhas e tábuas com novos mandamentos de amor
Lembra todos os dias o que ganha o coração sem as muralhas, os impérios e os impostos das cruzadas que fizemos
Conduz o teu exército para fora, traz para as ameias a firme força do que sentes, porque não há, nunca houve impostos
nem imposições
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