Dediquei-me à rara polinização de emoções
Aquela voragem dos seres alados entre flor e flor
Colhi o amargo néctar de renúncias e desilusões
Podia pousar no coração de alguém
com a delicadeza do amor
Mas não quis o amor que amor tivesse
Hoje lavo os dias com um esfregão sem memória
O apagamento é a aceitação.
Há poeira e pólen nos meus dedos,
Mas não há já no meu coração
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