vazar a terra dos mortos nos seus lençóis anónimos
e encontrar ossos perfeitos todos iguais
nos cemitérios de Varsóvia
ou nos jazigos de Berlim
não espanta ninguém que no solo de África os mesmos ossos limpos abram valas comuns
e venham vagas de bichos indiscriminadamente ordeiros para qualquer corpo de sangue azul
ariano, negro ou cigano
porque vermelho é o coração do homem
e não há senão uma raça,
e essa raça é a tua, a minha, a do judeu,
do árabe, chinês ou indiano.
a raça humana é só uma, porque no fim,
todos os corpos se aclaram e depuram
e até as cinzas se unem
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Recentemente...
A emoção
A emoção abriu a porta, entrou e ficou brevemente atenta. Uma sala sóbria e nela apenas uma cadeira e um homem. Compunham momentos idos num...
Mensagens populares neste blogue
-
Ele costuma escrever-lhe cartas riscadas como vinil, cartas sem nome, curtas e voláteis, mas ela lia claramente o som da voz, a saudade da...
-
Entre montanhas planeio voos e plano sobretudo o lugar da ilha A vida existe mesmo que a não queira. Mesmo que a chame e a submeta aos pés d...
-
Comecei a desaparecer suavemente, com a mesma anónima entrada que fiz no mundo Vi com estes olhos a ruína do mundo, o mover de lodos e areia...
Sem comentários:
Enviar um comentário
Deixa aqui um lírio