Meu amor, o último, aquele que todas as noites visto e dispo
Aquele que todos os dias escrevo e risco
O que me prende e me descarta
Meu amor, todas as palavras do mundo
estão presas nas minhas dulcíssimas
arriscadas cartas
Falo sozinha no deserto entre as serpentes sem rumo e os corpos sem nexo
Adoeço ao sol dos teus braços incertos
e extingo-me devagar como as ervas da minha intensa espécie
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