23.1.20

Mudar

Mudar de casa e de país, mudar de pele e de peúgas, mandar papagaios à vida, burocratas catar pulgas

Mudar de cabelo e de crença, de cortinados e mangas, mandar ao diabo as finanças e as fachadas dos bancos, os fantoches que se sentam na cadeira do comando

Ah, voar para onde só a morte me alcança, ser o condor e a garça, o albatroz e a vaga que empurra a vida e lava a esperança

Mudar é ser novo naquele lugar, como se fosse outro a crescer. Permanecer é adoecer dentro de si como a semente apertada na terra seca

Ah, quero, preciso mudar. Esta vida é uma seca



Sem comentários:

Enviar um comentário

Deixa aqui um lírio

Recentemente...

A emoção

A emoção abriu a porta, entrou e ficou brevemente atenta.  Uma sala sóbria e nela apenas uma cadeira e um homem. Compunham momentos idos num...

Mensagens populares neste blogue