4.2.20

Presente

Gosto do presente que irrompe vivo como uma maré súbita na poeira do soalho e varre as velhas vagas de aranhas as gastas teias de um passado gasto

Era bom que hoje mesmo se abrisse um desejo flutuante e a casa luminosamente nossa fosse a primeira de uma vida a mobilar de amor

Gosto de imaginar-te lúbrico com os olhos frescos dos mosaicos na minha pele e as mãos amordaçadas às maçanetas de portas futuras

E como hoje o tempo é presente, deixa que o presente nos una na mesma soleira de um curto destino

Meu amor, o tempo é raro e único na sombra da mesma chama quando se acende o universo nos olhos de quem se ama

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