3.2.20
No interior
No interior da escrita dos outros
Vivem homens e mulheres despedaçados
Algumas dálias frescas e seres amados
E tu alinhas o vazio na paisagem
Como se passassem pragas por ti
E te levassem o corpo mutilado
Todos os dias te desconheço
E em cada um deles te quero mais
És um verso livre e sem preço
Que me dizes quando estás calado
Como me regressas quando te vais?
Já não te espero à soleira da porta
Prefiro antes que, por entre as rosas
E a hortelã da horta, vingue uma árvore forte
e venhas tu, sem eu saber,
viver na sombra dela, o bíblico prazer
da longevidade
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