Tenho histórias gravadas nas mínimas estrelas da íris, de onde a alma se rende aos outros.
Vejo e sinto o que sente quem sente o que julgo sentir. Identifico-me com a sombra alheia quando me alimento dela.
A areia que sou bebe vidas e vivências
Sou a tristeza pungente dos pobres e visto-a no olhar. Sou a alegria do casal abraçado, sinto a paz que sentem ao pôr do sol, unidos, a falar.
Pesa-me o desabar das vidas porque sinto na espinha o peso delas. Sou permeável aos lugares com gente. Sem filtro, tudo passa. E nada me acalma.
Os olhos dos animais, com uma curta história, são os olhos que me lavam.
Ou os teus, quando me falam.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Recentemente...
A emoção
A emoção abriu a porta, entrou e ficou brevemente atenta. Uma sala sóbria e nela apenas uma cadeira e um homem. Compunham momentos idos num...
Mensagens populares neste blogue
-
Ele costuma escrever-lhe cartas riscadas como vinil, cartas sem nome, curtas e voláteis, mas ela lia claramente o som da voz, a saudade da...
-
Entre montanhas planeio voos e plano sobretudo o lugar da ilha A vida existe mesmo que a não queira. Mesmo que a chame e a submeta aos pés d...
-
Comecei a desaparecer suavemente, com a mesma anónima entrada que fiz no mundo Vi com estes olhos a ruína do mundo, o mover de lodos e areia...
Sem comentários:
Enviar um comentário
Deixa aqui um lírio