3.2.20

Permeabilidade

Tenho histórias gravadas nas mínimas estrelas da íris, de onde a alma se rende aos outros.

Vejo e sinto o que sente quem sente o que julgo sentir. Identifico-me com a sombra alheia quando me alimento dela.

A areia que sou bebe vidas e vivências
Sou a tristeza pungente dos pobres e visto-a no olhar. Sou a alegria do casal abraçado, sinto a paz que sentem ao pôr do sol, unidos, a falar.

Pesa-me o desabar das vidas porque sinto na espinha o peso delas. Sou permeável aos lugares com gente. Sem filtro, tudo passa. E nada me acalma.

Os olhos dos animais, com uma curta história, são os olhos que me lavam.
Ou os teus, quando me falam.


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