22.3.20

Deixa


Deixa um sinal na pedra onde passares
Deixa um tom agudo no ar, um grito na praça deserta que frequentares

Contorna o tronco, cruza a asa dos versos
para que eu saiba que existo, que tu estiveste lá, antes de mim, que foi a tua mão que afagou o banco, que a tua voz viva no vento, ainda deixou luz ao passar

Deixa cair um lenço, um lanço de escadas para eu ficar, deixa o ar que não tenho. Preciso só de (te) respirar

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