Alta vai a noite e ela ainda busca
os seus olhos no fundo da solidão
Triste fica a noite tão despida de si
Porque não há limite ao que o amor dá,
Não há limitações ao que o amor espera
Nem prisões para o que o amor diz
Ela aguarda e guarda a última palavra que fecha noite
Espera o abraço longo e demorado
Espera o seu corpo num leito alvo
Lábios contra lábios, num último rasgo de papel, palavras ternas afloram os lençóis, quando juntos se descobrem sem nada dizer, unidos, selados, num mesmo ser
É tarde para tudo, menos para sentir
Ela sabe o valor do seu sereno olhar
Da cumplicidade que é mostrar e não dizer e só calar
Mas espera-o sempre, por mais fria e despida que seja a noite, há um lugar por preencher
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