meu amor, tão intenso o tanto que deste
com que sangue ardeste tanto de paixão
que rastilho acendeu o espanto ao mundo
com que erosão te fizeste em eros e emoção
nem eu sei quem te dorme no peito
que soube rebentar o dique no lugar perfeito
extravassar-te, verter-te, ventilar o pobre mundo que te ouve
meu amor, eu vivo-te e atento-te
ando na primeira pessoa à sombra do teu nome
sou eu que bebo a vida em silêncio
quando a soltas no teu peito
desculpa se o teu coração parece falar para o meu
- um eco que vem não sei de onde já vivi -
releva que te queira tanto, tudo afinal fica
só dentro de mim
21.4.20
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