como são os olhos que leem as palavras,
quando as sopro em tardes destas
com as primaveras limpas
pousadas no deserto e nas florestas?
como são? que comoção filtram
que emoção projetam no ângulo morto
onde o olhar é transeunte único?
que pensarás das minhas mãos
e do meu colo e das linhas da minha testa
neste breve beijo do crepúsculo?
ah, não deixes de caminhar pela linha azul
onde repousam as simples coisas modestas
como um pássaro apegado â realidade
mas a voar de mim para ti
sempre em festa, sempre em festa
há linhas de sol e abelhas-mestras
há borboletas tímidas, incompletas
mas como são os teus olhos quando escondem
comoção? mostra-me os teus olhos comovidos,
movidos por incursões loucas como esta
tão descomposta, inútil e claramente
pouca para o nada que me resta
18.5.20
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Recentemente...
A emoção
A emoção abriu a porta, entrou e ficou brevemente atenta. Uma sala sóbria e nela apenas uma cadeira e um homem. Compunham momentos idos num...
Mensagens populares neste blogue
-
Ele costuma escrever-lhe cartas riscadas como vinil, cartas sem nome, curtas e voláteis, mas ela lia claramente o som da voz, a saudade da...
-
Entre montanhas planeio voos e plano sobretudo o lugar da ilha A vida existe mesmo que a não queira. Mesmo que a chame e a submeta aos pés d...
-
Comecei a desaparecer suavemente, com a mesma anónima entrada que fiz no mundo Vi com estes olhos a ruína do mundo, o mover de lodos e areia...
Sem comentários:
Enviar um comentário
Deixa aqui um lírio