18.5.20

Suavidade


tanta suavidade mata
podes matar-me com as farpas
numa praça de Sevilha ou de Granada

podes matar-me com um sorriso
e uma circunstância
No passa nada
com a mentira, a fuga, a falta de
comparência ao abraço arriscado
podes renunciar a eternidade
na minha pele de mármore
ou matar-me com um cigarro
esmagado no coração

Não tem significado

Mas com a suavidade dos teus dedos, na demência dos meus sentidos
a morte é vida e a vida é a tua voz
a adoçar-me o ouvido

E assim morrer é despertar 
contigo



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